O confronto entre brasileiros e argentinos é um dos mais tradicionais na história do continental. Basta dizer que são os países com mais títulos: 24 para clubes do país vizinho e 18 para as equipes nacionais.

Confira a lista com os Maiores Campeões da Copa Libertadores da América

Os argentinos têm vantagem nas finais. Foram nove vezes campeões contra cinco vezes dos clubes brasileiros (Santos, em 1963; Cruzeiro, em 1976; São Paulo, em 1992; Corinthians, em 2012 e o Grêmio em 2017).

FINAIS ENTRE ARGENTINOS E BRASILEIROS
1963 – Santos x Boca Juniors – Santos campeão
1968 – Estudiantes x Palmeiras – Estudiantes campeão
1974 – Independiente x São Paulo – Independiente campeão
1976 – Cruzeiro x River Plate – Cruzeiro campeão
1977 – Boca Juniors x Cruzeiro – Boca Juniors campeão
1984 – Independiente x Grêmio – Independiente campeão
1992 – São Paulo x Newell’s Old Boys – São Paulo campeão
1994 – Vélez Sarsfield x São Paulo – Vélez Sarsfield campeão
2000 – Boca Juniors x Palmeiras – Boca Juniors campeão
2003 – Boca Juniors x Santos – Boca Juniors campeão
2007 – Boca Juniors x Grêmio – Boca Juniors campeão
2009 – Estudiantes x Cruzeiro – Estudiantes campeão
2012 – Corinthians x Boca Juniors – Corinthians campeão
2017 – Grêmio x Lanús – Grêmio campeão

Os brasileiros levam vantagem nas semifinais. Já eliminaram cinco vezes rivais argentinos e só foram eliminados duas vezes (Independiente tirou o Santos, em 1965; Boca Juniors tirou o Palmeiras, em 2001).

Mas, na soma dos confrontos eliminatórios, o saldo é totalmente favorável aos argentinos: 28 x 20. A vantagem brasileira é em duelos pela fase de grupos: 27 vitórias, 16 empates e 21 derrotas.

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DUELOS HISTÓRICOS ENTRE BRASILEIROS E ARGENTINOS NA COPA LIBERTADORES

1 – Santos x Boca Juniors, em 1963

A geração de Pelé tinha sido campeão em 1962 num duro embate com o Peñarol. Em 1963, encontrou o Boca Juniors, então finalista pela primeira vez. No Maracanã, os santistas venceram por 3 a 2 (Coutinho, duas vezes, e Lima).

Na Bombonera, Coutinho e Pelé deram a vitória de virada por 2 a 1, mas em jogo considerado por aquela geração um dos mais complicados. Para suportar a pressão da torcida, alguns jogadores tentaram tampar os ouvidos com algodão.

Coutinho chuta para marcar na vitória do Santos sobre o Boca Juniors em jogo realizado no Maracanã

2 – Estudiantes x Palmeiras, em 1968

O Palmeiras havia sido vice em 1961, mas a Academia conseguiu ser finalista novamente em 1968 e confiava no título, afinal tinha Valdir, Dudu, Ademir da Guia, Servílio e Tupãzinho. Só não contava com a violência do Estudiantes.

Finalista pela primeira vez e prestes a iniciar uma hegemonia, o time argentino abusava do jogo violento. Foram três jogos: Palmeiras perdeu na Argentina (2×1), ganhou no Pacaembu (2×1) e perdeu no Uruguai (no jogo desempate).

3 – Independiente x São Paulo, em 1974

Os uruguaios Pedro Rocha e Pablo Forlán deram ao São Paulo um brilho diferente nos anos 1970. O time voltou a ser campeão estadual (1970), venceu o primeiro título nacional (1977) e quase levou a Libertadores.

A equipe parou no forte Independiente. Após vencer no Pacaembu, o São Paulo perdeu em Avellaneda e também em Santiago, no jogo desempate. A máquina são-paulina, que tinha Waldir Peres, Chicão e Mirandinha, parou.

4 – Cruzeiro x River Plate, em 1976

A primeira final do Cruzeiro foi também a primeira decisão do River Plate. Foi a primeira vez que um clube brasileiro sagrou-se campeão após o Santos. Foram precisos três jogos: 4 a 1, em Minas, 1 a 2, na Argentina, e 3 a 2, no Chile.

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O time mineiro ainda superou um trauma durante a competição. O atacante Roberto Batata, 26, sofreu um acidente de carro e morreu em meio à disputa. A equipe superou a perda e lembrou do companheiro ao erguer a taça em Santiago.

Eduardo, Roberto Batata, Palhinha, Jairzinho e Joãozinho que integraram o elenco do Cruzeiro no duelo contra o River Plate em 1976

5 – Palmeiras x Boca Juniors, 1994

Esse duelo foi na fase de grupos, mas tornou-se memorável porque o Palmeiras, patrocinado pela Parmalat, conseguiu um feito que nem mesmo o Santos de Pelé obteve. Ao enfrentar o Boca no Parque Antarctica, goleou por 6 a 1.

Foi a pior derrota do Boca Juniors na história da Libertadores e também a pior campanha, caiu ainda na fase de grupos. Marcaram para o Palmeiras: Roberto Carlos, Edílson, Evair (2 vezes), Jean Carlo e Martinez.

Evair cobra pênalti e marca na goleada do Palmeiras sobre o Boca Juniors

6 – São Paulo x Vélez Sarsfield, em 1994

Os são-paulinos sonhavam com o inédito tricampeonato em 1994, mas viram o sonho parar diante de um time, ou melhor, de um goleiro. O paraguaio José Luis Chilavert. Foi uma muralha na Argentina (vitória por 1 a 0).

No Morumbi, além de segurar o São Paulo de Válber, Euller e Muller, que venceu só por 1 a 0, ainda defendeu a cobrança de Palhinha na decisão por pênaltis. Também cobrou uma penalidade e marcou na vitória por 5 a 3.

Müller e Palhinha (dir.) pegam a bola após gol do São Paulo contra o Vélez Sarsfield; time argentino foi campeão nos pênaltis

7 – Palmeiras x Boca Juniors, em 2000

O palmeirense sonhava com o bicampeonato para repetir o Santos (1962 e 1963) e o São Paulo (1992 e 1993), mas até hoje lamenta da arbitragem na Bombonera, 2 a 2 –o 0 a 0 no Morumbi fez o Boca ganhar a taça nos pênaltis (4 a 2).

Na Argentina, o time alviverde, que tinha Marcos, Roque Júnior, César Sampaio, Alex, Asprilla e Euller, teve um gol legítimo anulado e um pênalti claro ignorado pelo árbitro Estephânio González

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Jogadores do Boca Juniors levantam o troféu de campeão da Libertadores de 2000

8 – Santos x Boca Juniors, em 2003

A geração de Robinho e Diego queria repetir o feito de Pelé e sagra-se campeã em cima do Boca Juniors, mas não contava com uma geração igualmente forte do outro lado, com Tevez, Schelotto e Schiavi.

Na Bombonera, o Santos perdeu por 2 a 0. No Morumbi, diante de 73.103 expectadores, perdeu por 3 a 1. O zagueiro Alex fez o gol santista, enquanto Tevez, Delgado e Schiavi, já nos acréscimos, fizeram o rival se vingar após 40 anos.

Tevez comemora gol marcado na final entre Boca Juniors x Santos em 2003

9 – Corinthians x River Plate, em 2006

O Corinthians tinha um time recheado de estrelas, como Tevez, Ricardinho, Nilmar, Roger, Carlos Alberto e Mascherano. Tinha uma das melhores campanhas na fase de grupos e encarou o River Plate, sem brilho, nas oitavas.

No entanto, foram duas derrotas, ambas de virada (3 a 2 e 3 a 1). No segundo jogo, no Pacaembu, a torcida não aguentou ao ver o River fazer o terceiro gol e tentou invadir o gramado. O jogo terminou antes do tempo normal.

Torcedores do Corinthians tentam invadir o Pacaembu após eliminação para o River Plate

10 – Corinthians x Boca Juniors, em 2012

Até a decisão daquele ano, os argentinos vinham de uma sequência de cinco títulos seguidos contra brasileiros. O Corinthians, que jogava a final pela primeira vez, encarou o Boca Juniors, dono de seis títulos.

O Corinthians sobrou. Empatou na Bombonera por 1 a 1, em jogo que anulou o rival com forte marcação, e ganhou por 2 a 0, no Pacaembu, em jogo marcado pela catimba do atacante Emerson, que até mordeu a mão de um rival.

Emerson finaliza para marcar na vitória do Corinthians sobre o Boca Juniors em 2012
Emerson finaliza para marcar na vitória do Corinthians sobre o Boca Juniors em 2012
 
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