Eduardo Baptista não é mais o técnico do Palmeiras. Depois de menos de cinco meses de trabalho, ele não resistiu à primeira derrota na Libertadores: 3 a 2 para o Jorge Wilstermann, na Bolívia, na quarta-feira. Cuca, campeão brasileiro com o Verdão no ano passado, aparece como favorito para assumir o cargo.

Na sexta e última rodada do Grupo 5, no dia 24, para se classificar às oitavas de final da competição sem depender de outros resultados, o Verdão pode perder por até um gol de diferença para o Atlético Tucumán, da Argentina, na arena – veja aqui a classificação.

Anunciado em 16 de dezembro do ano passado, Eduardo comandou o Palmeiras em 23 jogos, com 14 vitórias, quatro empates e cinco derrotas – aproveitamento de 66,6%. Em casa, não foi derrotado: oito vitórias e dois empates.

Na entrevista coletiva pós-jogo, Eduardo elevou o tom de voz e, com os olhos marejados, chegou a bater na mesa – “Sou homem para c…”, desabafou.

Desde o início do trabalho, Eduardo Baptista convive com a desconfiança da torcida. Ainda em fevereiro, nas primeiras rodadas do Campeonato Paulista, o técnico ouviu os primeiros gritos de “Cuca” vindos das arquibancadas – referência ao técnico campeão brasileiro em 2016, que deixou o clube após a conquista por questões pessoais.

Com o passar dos jogos e a sequência de resultados positivos, a pressão sobre Eduardo diminuiu. Duas vitórias conquistadas na arena nos acréscimos pela Libertadores, contra Jorge Wilstermann e Peñarol, deram ânimo extra ao grupo, apesar das críticas ao sufuco que o Verdão sofreu em casa.

Entretanto, após a eliminação nas semifinais da competição estadual, principalmente após a derrota de 3 a 0 para a Ponte Preta no jogo de ida, em Campinas, a situação do técnico voltou a ficar incômoda.

 
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